Homem indiciado no Brasil e ligado a cartéis de droga na América do Sul é preso

As forças policiais da Colômbia prenderam um homem cujo nome está associado aos grandes cartéis de droga da América do Sul. Ele foi encontrado na cidade de Alcalá, a cerca de 200 quilômetros de Cali, e poderá ser extraditado para o Brasil, onde há um mandado judicial de prisão preventiva em aberto.

O homem, que não teve seu nome divulgado, passou a figurar na lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) no mês passado, após investigações no Brasil mostrarem sua participação em um esquema para levar cocaína à Europa. Ele seria integrante de uma organização criminosa que transportava a droga escondida em blocos de granito.

O esquema foi descoberto na Operação Cullinan, deflagrada pela Polícia Federal e que levou ao indiciamento de 13 cidadãos estrangeiros por tráfico internacional de cocaína, sendo nove colombianos, dois italianos, um albanês e um venezuelano. Para levar a droga à Europa, eles criaram uma empresa no Brasil que supostamente promovia a exportação de blocos de granito.

O grupo havia se estabelecido em Belo Horizonte e em Nova Lima, na região metropolitana da capital mineira. Após monitorar a movimentação dos seus integrantes, a Polícia Federal indentificou uma exportação de sete blocos de granito, saindo dos portos de Vitória e do Rio de Janeiro. O destino final da mercadoria era a Espanha, mas havia uma parada no porto de Antuérpia, na Bélgica. Informadas, as forças policiais belgas interceptaram a carga e apreenderam 1,02 toneladas de cocaína.

Diante do flagrante, o grupo transferiu seus equipamentos para um galpão em Vitória e a maioria de seus integrantes deixou o país. Os aparelhos foram encontrados e a Justiça Federal decretou as prisões preventivas dos investigados e autorizou a inclusão de seus nomes na lista de procurados internacionais pela Interpol.

Segundo a PF, a prisão, que ocorreu ontem (11), de mais uma homem da organização “representa importante impacto contra a estrutura do crime organizado associado a grandes cartéis de drogas da América do Sul, com influência na Colômbia, no Brasil, na Bolívia e no Peru, enfraquecendo as atividades criminosas voltadas para o tráfico internacional de drogas”.

Este é o sexto integrante do grupo a ser preso. Um deles foi localizado no Brasil e mais cinco na Colômbia. A Justiça Federal já apresentou ao governo colombiano os pedidos de extradição. Os demais investigados são considerados foragidos. Se condenados pela prática dos crimes de tráfico internacional de drogas e de organização criminosa, os estrangeiros podem receber penas de até 30 anos de reclusão.

 




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