Morre no Rio ex-lateral da seleção brasileira Perivaldo

O ex-lateral direito do Botafogo e da seleção brasileira de futebol de 1982 Perivaldo Lúcio Dantas, de 64 anos. Também conhecido como Peri da Pituba, Perivaldo, que veio da Bahia e teve projeção nacional no Botafogo, no fim da década de 1970 e início dos anos 1980. Perivaldo morreu na madrugada desta quinta-feira (27), vítima de pneumonia, no Hospital Gaffrée e Guinle, na Tijuca, onde estava internado há uma semana.

Depois de uma carreira de sucesso e de ter ido para a Europa, o ex-atleta foi encontrado em 2013 perambulando pelas ruas de Lisboa, onde recolhia peças de roupa de dentro de latas de lixo e vivia como um sem-teto. Resgatado em Portugal, Perivaldo teve o retorno ao Brasil custeado pelo Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar desde que voltou ao país. Perivaldo participava de um projeto com atletas no sindicato e tinha salário e moradia custeados pela entidade. Ele começou a tossir muito, e o sindicato resolveu levá-lo para o hospital, que fica quase em frente. O ex-atleta foi internado, mas não resistiu à doença.

O sindicato ainda não definiu local do velório e enterro, porque está esperando a chegada de parentes de Perivaldo que moram na Bahia e devem chegar ao Rio amanhã (28) de manhã.

Nota do Botafogo

Em nota, o Botafogo lamentou a morte de Perivaldo, o Peri da Pituba, ex-jogador do clube. De acordo com a nota, o Botafogo decretou luto e vai pedir 1 minuto de silêncio antes da partida que disputará sábado (29) contra o Santos, no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, zona norte do Rio.

No comunicado, o clube presta ainda solidariedade à famíliia e a amigos do ex-jogador.

Revelado pelo Bahia, Perivaldo teve o melhor momento na carreira ao chegar à seleção brasileira. Jogou também pelo Palmeiras e pelo Bangu. Ele ganhou a vaga de lateral na seleção disputando com Leandro, do Flamengo, e Edevaldo, do Fluminense. No Botafogo, foi batedor oficial de pênaltis e ídolo da torcida, que, ao vê-lo jogar, entoava o seguinte “grito de guerra” no Maracanã: “Não tem Leandro, nem Edevaldo; o lateral da seleção é Perivaldo”.




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