CMSE reforça pedido de combustível para termelétricas à Petrobras

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) vai reforçar o pedido para a Petrobras “viabilizar” combustível para as termelétricas operacionalmente disponíveis, mas que estão paradas por falta do insumo. No começo do mês, diante da previsão de que o armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas fique abaixo do verificado em 2014, ano mais crítico do histórico recente, o comitê decidiu acionar a petrolífera para fornecer combustível para algumas termelétricas movidas a gás.

“O Comitê encaminhará nova correspondência à Petrobras enfatizando a necessidade de gestão da empresa no sentido de viabilizar o fornecimento de combustível às usinas termelétricas que ainda se encontram nessa situação, que podem apresentar preços competitivos e contribuir para a segurança do atendimento ao SIN [Sistema Interligado Nacional]”, informou o CMSE em nota após reunião extraordinária do órgão hoje (18).

O comitê reiterou que não há risco de desabastecimento de energia e, após análise de custos e benefícios, voltou a descartar o acionamento de usinas termelétricas mais caras, cujo custo está acima do preço da energia no mercado à vista, o chamado “despacho fora da ordem de mérito”. Com essa decisão, permanecerão desligadas as térmicas cujo custo da energia supere o preço no mercado de curto prazo (PLD). O tema, entretanto, será debatido novamente na próxima semana. Além disso, o CMSE reiterou que, se necessário, pode aumentar a importação de energia elétrica da Argentina e do Uruguai “na medida em que for possível”.

Chuvas

De acordo com o comitê, o cenário hidrológico para os próximos sete dias tem previsão de “anomalias negativas de precipitação na região central do Brasil”, área de abrangência das bacias de maior relevância para a geração de energia elétrica e de precipitação acima da média no extremo Sul, o que aponta para um atraso na transição para o período úmido em relação ao histórico de chuvas.

“Nos próximos sete dias, está prevista a entrada de uma frente fria que provocará precipitação principalmente nas bacias da Região Sul, atingindo com menor impacto algumas bacias da Região Sudeste. A partir da segunda semana, as previsões são mais incertas e há discrepâncias entre os modelos observados, que variam entre precipitação mais concentrada na Região Sul e atingindo também a Região Sudeste”, informou o CMSE.

Para o final de novembro de 2017, quando tipicamente se inicia o reabastecimento dos reservatórios, a previsão é que o armazenamento dos subsistemas Sul, Nordeste e Norte fiquem abaixo do volume de 2014. O subsistema Sudeste/Centro-Oeste deve alcançar armazenamento próximo ao verificado naquele ano. “Para a segunda quinzena de previsão, a ser iniciada em novembro, há modelos que indicam a ocorrência de uma rápida transição para o período úmido”, destacou o comitê.

 




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