Justiça torna indisponíveis bens de ex-diretores da Fundação Bio-Rio

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP) obteve na Justiça a indisponibilidade dos bens dos administradores afastados da Fundação Bio-Rio, em processo em que requer a devolução de R$ 5,6 milhões supostamente desviados da entidade. A decisão foi obtida em uma ação civil pública (ACP) que tramita na 49ª Vara Cível da Capital. O resultado foi divulgado em nota, nesta segunda-feira (7), pela assessoria do MP.

Os seis réus da ACP já haviam sido afastados do comando da fundação em outra ação proposta pelo MP. Segundo os promotores, os então administradores utilizaram o cartão de crédito da fundação com despesas em estabelecimentos no Brasil e no exterior e que comercializam artigos como vinhos, eletrônicos, roupas, brinquedos, bolsas e acessórios de marcas de alto luxo.

“Foi apurado ainda que os réus realizaram transferências diretas de valores para suas contas bancárias pessoais, concederam bolsas de pesquisa a cônjuges, receberam remuneração direta não autorizada e emitiram cheques ao portador, cujo numerário em espécie era transportado e entregue em mochilas”, destacou o MP na nota.

A Contadoria do MP constatou que o dano patrimonial chega a R$ 5.614.668,94, mas esse valor não é definitivo, já que não inclui os atos de desvio que ainda serão apurados no decorrer do processo. A Bio-Rio é uma entidade privada sem fins lucrativos, criada em 1988 para gerenciar um parque tecnológico que funciona dentro do campus de Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e abriga mais de 40 empresas que desenvolvem biotecnologia industrial e ambiental.




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