Paralisação dos caminhoneiros gera transtornos no Rio

Caminhoneiros autônomos fazem manifestações hoje (21) em vários trechos das estradas federais do Rio de Janeiro e provocam alterações no trânsito em diferentes rodovias. A tensão aumenta porque a segunda-feira é o dia de retorno dos motoristas que viajaram no fim-de- semana para a Região Serrana e dos Lagos, além da Costa Verde, aumentando o fluxo do tráfego.

Há alguns trechos de maior impacto com bloqueio total, como na BR-393 (Rio-Bahia) que está interditada em ambos os trechos na altura do quilômetro (km) 104, próximo a Sapucaia (RJ). Porém, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que os caminhões estão parados nos acostamentos, reduzindo o impacto da manifestação sobre o trânsito nas estradas.

 

Caminhoneiros fazem protesto contra a alta no preço dos combustíveis na BR-040, próximo a Brasília.

A Polícia Rodoviária Federal informa que os caminhões estão parados nos acostamentos, reduzindo o impacto da manifestação sobre o trânsito nas estradas – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Situação semelhante ocorre na Rodovia Presidente Dutra – principal via de ligação entre os estados do Rio e São Paulo. Há manifestantes nos km 275 a Km 278. O protesto, segundo a PRF, causa estrangulamento e congestionamento. Na altura de Seropédica, na Baixada Fluminense, também há protesto, mas os caminhoneiros ocupam o acostamento.

De acordo com a PRF, há registros de protestos ainda em da BR-101 (Rio-Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense) e com retenções no municípios de Itaborai, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Reivindicações

Os caminhoneiros aprovaram a paralisação, em assembleia, reunindo 120 sindicatos e a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) em protesto ao reajuste no preço do óleo diesel e à cobrança de pedágio, quando eles trafegam vazios e com os eixos dos caminhões suspensos.

A CNTA informa que responde por 1 milhão de caminhoneiros em todo o país. As queixas sobre a cobrança de pedágio se refere principalmente às rodovias estaduais no Paraná, em São Paulo e no Mato Grosso.

Os caminhoneiros pedem ainda a criação de um subsídio ou a redução da carga tributária, Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social que custam13% sobre o valor do diesel e ICMS, mais 16%, e somados representam mais de 50% do custo do frete praticado.

A paralisação deflagrada hoje não tem prazo para acabar.




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