Passeio ciclístico pede redução da violência no trânsito do Rio

Ciclistas do Rio de Janeiro fazem hoje (6), na zona portuária da cidade um passeio ciclístico para chamar a atenção da população para o grande número de acidentes envolvendo usuários de bicicleta e pedestres no estado. A Pedal da Paz, que envolve ciclistas de várias cidades da região metropolitana, faz parte das comemorações da campanha Maio Amarelo, que busca reduzir a violência no trânsito.

Para o fundador da organização não governamental Comissão de Segurança no Ciclismo da Cidade do Rio, Raphael Pazos, o trânsito brasileiro mata mais do que uma guerra. Para se reduzir esses números, é preciso que todos os agentes, motoristas de automóveis, ciclistas e pedestres conheçam seus direitos e deveres no trânsito, e que se respeitem.

“É preciso fazer um processo de ‘cicloculturalização’ da população. A bicicleta deixou de ser um brinquedo e é um veículo. O cidadão, independente de estar se deslocando por automóvel, por bicicleta ou a pé, todos têm seus direitos e deveres no trânsito”, disse.

Segundo o coordenador de Educação para o Trânsito do Detran-RJ, João Antônio Barros, muitos acidentes acontecem porque as pessoas desconhecem o Código de Trânsito Brasileiro. “Onde cada um tem que andar o ciclista e onde tem que andar o motorista? Isso está no Código de Trânsito. E, acima de tudo, é preciso de respeito. É o pedestre que tem que andar na faixa, o motorista tem que respeitar o sinal. São pequenos detalhes que acabam provocando muitos acidentes”.

Além do passeio ciclístico, agentes do Detran, da prefeitura e da Operação Lei Seca distribuíram panfletos e conversaram com a população sobre a necessidade de se respeitar as leis de trânsito.

No próximo dia 20, a campanha Maio Amarelo terá uma caminhada, que focará na segurança do pedestre. “Pedestres e ciclistas são os agentes mais frágeis do trânsito. A gente achou que seria legal fazer a pedalada e a caminhada para chamar a atenção disso”, disse a idealizadora do movimento Caminha Rio, Tatiana Murillo.




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