GEOGRAFIA

Aspectos Geográficos

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM 2010: 0,788

Bioma: Mata Atlântica

Cobertura Vegetal: A cobertura vegetal predominante é a Mata Atlântica. De acordo com o atlas de uso e ocupação do solo em Mairiporã (EMPLASA, 2006) a área coberta por esta floresta nativa é de 159,67 km², correspondendo a 49,74% do território municipal. A vegetação típica de várzea recobre 0,70 km², correspondendo a 0,22% de seu território. Capoeira e campos recobrem 35,4 Km² e 32,7 km², respectivamente, ou seja, 11,03% e 10,19%. As áreas reflorestadas somam 27,36 km², ou seja, 8,52 % do município.

Clima

Predominantemente tropical, de altitude, com nebulosidade nos altos da Serra da Cantareira e vertente esquerda do Rio Juquery. Sua temperatura média anual oscila entre 20/21º C no fundo dos vales e 18/19º C na Serra da Cantareira e Morro Juquery. A precipitação pluviométrica anual é de 1.300/1.500mm e os ventos dominantes são do sul e sudeste.

Densidade Demográfica: 287,18 hab./km²

Configuração Espacial e Meio Ambiente

Em 1959, é inaugurada a Rodovia Fernão Dias (BR-381) ligando São Paulo a Belo Horizonte. Um marco infraestrutural no desencadeamento dos processos territoriais atuais, pela quebra de isolamento e pela exposição de suas belezas naturais, houve uma redescoberta e valorização intensa de Mairiporã, em razão dos atributos naturais da região para abrigar residências secundárias de alto padrão (lazer/recreio) e posteriormente para moradia fixa.

Em 1962 a mancha urbana municipal era extremamente reduzida. O “boom” imobiliário ocorreu a partir do final da década de 1970 e anos 1980. É da década de 1970, o início da maioria dos processos que definem a atual configuração de Mairiporã. Em 1974 já se encontram caracterizadas grande parte da ocupação da Cantareira, o núcleo urbanizado de Vila Machado, os primeiros agrupamentos em torno da rodovia Fernão Dias, entre eles o núcleo de Terra Preta (Criação do distrito industrial de Terra Preta: Lei nº 1534 de 1991), Pirucaia e a periferização do Núcleo Central. Este desencadeamento está ligado à intervenção estatal na Cantareira, onde o Estado já atua desde 1892 quando acampa a Companhia Cantareira e Esgotos. Em 1966, frente à crise de abastecimento de água que atinge a Região Metropolitana, iniciam-se as obras do complexo Cantareira do qual faz parte a Represa Engº. Paulo de Paiva Castro, inaugurada em 1974, com início no centro de Mairiporã estendendo-se por 10 km até ultrapassar o limite municipal com Franco da Rocha.

Mairiporã situa-se a uma altitude média de 790 metros. As partes mais altas do município estão na Serra da Cantareira, onde as altitudes superam os 1.100 metros em algumas regiões. Já as partes mais baixas estão no entorno do vale do Rio Juquery e da Represa Paulo de Paiva Castro.

A morfologia do Município é favorável a enchentes e inundações. Existe um dique às margens do canal do Rio Juquery, para que, em período de cheias, impeça que suas águas transbordem e invadam o centro velho do município.

As particularidades territoriais de Mairiporã passam por descontinuidade do tecido urbano e desconcentração popular (favorecida pela topografia, estrutura viária e fundiária em formação desde a década de 1970). As principais características sócio-espaciais detectadas são segregação no tecido urbano, enfraquecimento do papel do poder local, perda de coesão social, fortalecimento de formas condominiais para resolução dos serviços e perda do sentido de identidade do lugar para seus habitantes.

As melhorias de acesso viário, aliadas à exposição das belezas naturais da região desencadeiam extenso processo de loteamento fundiário, com consequente alta no valor da terra e início da desruralização do município.

Um segundo processo contemporâneo a este, referente à sua configuração espacial, é a urbanização do Distrito de Terra Preta, no norte do território, a 10 km do centro, às margens da Rodovia Fernão Dias. Na década de 1970, essa região não é abrangida pelas restrições impostas pela Lei de Proteção dos Mananciais e sua proximidade da rodovia faz com que o poder executivo crie o Parque Industrial de Terra Preta, através de desapropriações e benefícios fiscais.

A década de 1980 se caracteriza pela expansão da ocupação do entorno da Rodovia Fernão Dias e pelo surgimento dos primeiros loteamentos clandestinos e irregulares. Mas é na década de 1990 que acontece o verdadeiro povoamento da “área rural” do município, com a “urbanização” se dispersando em todo o território municipal o que hoje o tipifica condomínios murados e loteamentos, sem dispor, contudo, de uma coleta seletiva de lixo.

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